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Ecocrítica, Ecomídia, Jornalismo Ambiental: convergência e diferença - Fevereiro de 2018

Os três campos certamente compartilham do que Edgar Morin chama de policrise. A crítica ambiental no panorama de um novo paradigma não dispensa discussões de problemas políticos, sociais, culturais, ecológicos e econômicos, convergentes entre si (o mexicano Enrique Leff legitima isto ao tratar de meio ambiente na América Latina). E uma análise mais apurada e interdisciplinar valoriza até mesmo as contribuições de mais de uma dessas áreas, neste caso, obedecendo à estética e à estilística de cada uma delas. Primeiro, tratemos dos paradigmas da ecocrítica, ecomídia e do jornalismo ambiental.              A ecocrítica inaugurou uma tradição a partir da qual se considera a subjetividade da natureza, de seus ecossistemas, dos animais e dos vegetais, convergindo seus propósitos às perspectivas da ecologia profunda; segundo Greg Garrard, essa crítica literária é atenta ao meio ambiente como ele é e como o representamos. O teórico d...

O sujeito e o meio ambiente - Janeiro de 2018

                 O sujeito que pensa sua condição na natureza, a condição da natureza e de seus sujeitos animados e inanimados não pode ser racionalista, cuja consciência provém da razão iluminista apartada da complexidade dos fatores sociais e individuais políticos, econômicos, sociais, culturais e ecológicos. Ele precisa entrelaçar os conhecimentos científicos, os saberes tradicionais e as práticas coletivas numa nova racionalidade ambiental teórica, social e produtiva, conforme aponta Enrique Leff. Acima de tudo, deve pensar seu lugar na ciência, na sociedade, no planeta, no meio ambiente.                 O lugar do sujeito no novo paradigma complexo parte de um pensamento individual e social a incluir a própria história diluída e atualizada em narrativas autobiográficas de si e biográficas de outrem. Fatos de integração e desintegração, de pertencimento e enga...